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Durante nossa visita à Europa, incluímos a Cracóvia no roteiro, com a intenção principal de conhecer os campos de concentração de Aushwitz e Birkenau e fomos surpreendidos com uma cidade linda, com construções e relíquias da época medieval integradas ao cotidiano, muito verde, e opções de entretenimento por todos os lados!

A Polônia foi um dos países que mais sofreu com o horror da Segunda Guerra Mundial, e mostra até hoje, em seus cidadãos, sequelas de uma nação massacrada. Percebemos que os poloneses são bem reservados, desconfiados de tudo e um pouco frios, o que é totalmente compreensível depois que se aprende um pouco mais sobre tudo que o país passou.



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E não pense que por ser na Europa, todos sabem falar inglês. Tivemos bastante dificuldade em nos comunicar com os poloneses, muitos não falam outras línguas e às vezes até te entendem, mas respondem em polonês. Mas não há nada como a boa e velha mímica, ajudando os viajantes desde sempre!

Ficamos hospedados em Kazimierz, o antigo bairro judeu que sobreviveu à guerra. Foi um ótimo ponto estratégico para conhecer a pé o centro histórico, o Castelo de Wawel e o próprio bairro, além de ser próximo ao terminal de ônibus que usamos para ir  Auschwitz.

Esse foi o nosso roteiro de 3 dias na Cracóvia:

Primeiro dia

Logo depois que chegamos, fomos ao Castelo de Wawel, que foi residência dos reis da Polônia por muitos anos. O conjunto arquitetônico do século 14 abriga uma catedral, aposentos reais, torres, uma gruta e lindos jardins. Tudo isso na beira do rio Vístula, um visual digno de reis!

Como tem muita coisa para ver no castelo, reserve uma boa parte do dia para isso, nós passamos umas 3 horas por lá. Nesse post tem mais informações sobre ele!

Castelo de Wawel

Detalhe da Catedral dentro das dependências do Castelo.

Na parte da noite fomos dar uma volta pelas ruas estreitas, procurando algum bar, e acabamos chegando no Centro Histórico. E que surpresa incrível, ver aquelas construções medievais, todas bem iluminadas e com grande movimento ao redor!

Ficamos maravilhados com a arquitetura do local e não sabíamos nem para onde olhar, de tanta coisa linda e interessante. A Praça do Mercado foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e é a maior praça medieval de toda Europa. Dentro do mercado há diversos artesanatos, jóias e souvenires para nós turistas.

Cracóvia

Praça do Mercado, no Centro Histórico.

Fortaleza medieval no Centro Histórico.

Fortaleza medieval no Centro Histórico.

Nos arredores da praça existem diversos restaurantes, lojas, igrejas seculares, o Museu Nacional de Arte da Cracóvia, feirinhas gastronômicas, além de apresentações de artistas de rua e carruagens de passeio.

Cracóvia

Feira gastronômica próxima ao Centro Histórico.

Segundo dia

Dia de visitar os campos de concentração. Fizemos o passeio por conta própria, sem intermédio de agências, e deu super certo.

Como ir a Aushwitz de ônibus

Pegamos um ônibus com destino a Oświęcim, cidade onde fica o campo de concentração Aushwitz I, no terminal rodoviário de Cracóvia. Compramos a passagem na hora (28 zlotys em outubro 2014), com uma certa dificuldade de comunicação com os funcionários da rodoviária. O trajeto dura cerca de uma hora e meia e leva até a entrada do Memorial.

O motorista do ônibus nos avisou que para voltar, deveríamos pegar o ônibus no mesmo lugar que descemos, nos passou os horários e disse, bem sério, que não poderíamos nos atrasar. Não foi preciso comprar a passagem de volta com antecedência, pagamos diretamente ao motorista.

Aushwitz I e Aushwitz II-Birkenau

A visita aos maiores campos de concentração nazistas dura o dia todo e é bem pesada. É possível reservar a entrada pelo site deles ou comprar na hora, como fizemos. A entrada é gratuita, mas no dia que fomos não era permitido entrar sem o acompanhamento de um guia, que custava 40 zlotys por pessoa. Parece que agora já é possível fazer a visita sozinho e sem pagar, em qualquer dia e horário, mas é melhor reservar pelo site para garantir.

A presença do guia fez toda a diferença no passeio, pois eles explicam o que era feito em cada sala, contam diversas histórias dos prisioneiros e fazem a gente entender melhor todo o horror que aconteceu por lá. Há placas com explicações pelos campos, para quem não quiser ir com o guia, mas nada como uma pessoa te contando os fatos.

O transporte entre Aushwitz I e Aushwitz II-Birkenau é gratuito e, apesar de a ideia de sair de um campo de concentração e ir para outro não ser muito animadora, a visita a Birkenau é essencial para entender todo o contexto do terror da guerra.

Aushwitz

A inscrição “Arbeit macht frei” no portão de Aushwitz, significa “o trabalho liberta”, em alemão.

Aushwitz

Aushwitz

Aushwitz

Uma das salas com pertences dos prisioneiros.

Aushwitz

Forca em um dos corredores.

Aushwitz

Homenagens às vítimas.

Latas de Zyclon B, usadas para intoxicar as vítimas nas câmaras de gás.

Latas de Zyclon B, usadas para intoxicar as vítimas nas câmaras de gás.

Aushwitz

Birkenau.

Aushwitz

Um dos trens que levava os prisioneiros aos campos de concentração.

Aushwitz

Fim da linha dos trens, em Birkenau.

Mais pra frente vamos fazer um post mais detalhado e com mais fotos dos campos de concentração.

Terceiro dia

Kazimierz – bairro judeu

Como não tínhamos muito tempo no último dia, aproveitamos para conhecer melhor o bairro de Kazimierz, onde ficamos hospedados. É um ponto turístico da cidade, que já foi residência da comunidade judaica de Cracóvia, dizimada durante a Segunda Guerra Mundial.

Cracóvia

Rua que ficamos hospedados, em Kazimerez.

O bairro tem bastante comércio, bares, restaurantes, mercados, e algumas sinagogas que não foram destruídas pelos nazistas.

Para quem tiver com mais tempo, vale visitar a Fábrica de Oskar Schindler, que hoje é um museu com reconstruções de cenas vividas pelas famílias polonesas da época. Fica a 2,5 Km de Kazimirez.

Antes de ir embora, aproveitamos para ver melhor o Centro Histórico, na luz do dia, e almoçar um dumpling, comida típica polonesa, que parece um macarrão recheado, sem molho. Não é das coisas mas gostosas, mas é sempre bom experimentar uma comidinha diferente!

Dumpling

Dumplings poloneses.

A Cracóvia foi um destino surpreendente, cheio de história e belezas, que vale a pena passar uns 5 dias.

E você, tem alguma dica da Cracóvia ou dos campos de concentração? Foi em algum lugar imperdível? Compartilha com a gente nos comentários!

 

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